segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Steven Soderbergh fará musical sobre Cleópatra com Catherine Zeta Jones





Morelia (México), 4 out (EFE) - O cineasta americano Steven Soderbergh revelou hoje em Morelia, no México, que, até 2009, fará seu primeiro musical, o qual será sobre a última rainha do Egito, Cleópatra, cujo papel principal ficará a cargo da atriz britânica Catherine Zeta Jones.

"Acabo de terminar uma fita que tem como título 'The Informant', com Matt Demon; na próxima semana começo a filma 'The Girlfriend Experience', e no primeiro semestre tentarei fazer meu primeiro musical, será sobre Cleópatra, com Catherine Zeta Jones", disse o diretor à imprensa.

O cineasta não deu outros detalhes, mas confessou que tem um grande entusiasmo pelo projeto.

Soderbergh se encontra nesta cidade do oeste do México por ocasião do 6º Festival Internacional de Cinema de Morelia, que hoje começou com a exibição de "El argentino", protagonizado pelo porto-riquenho Benicio del Toro.

Sobre "The Informant" e "The Girlfriend Experience", o cineasta comentou que o primeiro é uma comédia baseada em uma história real, e o segundo é um filme independente que conta a vida de uma prostituta em Nova York. EFE ara/db
fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

domingo, 5 de outubro de 2008

Estúdios fecham acordo para atualização digital de cinemas

LOS ANGELES (Reuters) - Cinco estúdios de Hollywood fecharam um acordo de financiamento estimado em mais de 1 bilhão de dólares com um grupo de redes de cinemas para fazer a atualização digital de 20 mil salas de cinema nos EUA e Canadá.

Travis Reid, executivo chefe da Digital Cinema Implementation Partners, formada pelo Regal Entertainment Group, Cinemark Holdings e AMC Entertainment Inc, disse à Reuters que o financiamento será encabeçado pelo Blackstone Group e o banco JPMorgan Chase & Co.

Os estúdios envolvidos no negócio incluem a Walt Disney Co, a Paramount Pictures, a Twentieth Century Fox, a Universal Pictures e a Lions Gate Entertainment.

"Nossa meta inicial é converter os cinemas atuais de nossos proprietários, AMC, Cinemark e Regal, que operam um pouco mais de 14 mil salas nos EUA e Canadá", disse Reid, dizendo que espera que outras 6.000 salas adicionais sejam convertidas durante o processo.

Reid disse que a DCIP estima que poderá completar a conversão, que começará no início de 2009, no prazo de três anos a três anos e meio.

Ele disse que custa 70 mil dólares equipar cada tela com projetores digitais.

Adiado por muito tempo pela discussão sobre quem deveria arcar com seus custos, o cinema digital oferece uma solução potencial para a queda no movimento dos cinemas, a um custo constante mais baixo.

Hollywood e os cinemas esperam que o cinema digital aumente o público, reduza os custos e possibilite que sejam vistos mais filmes em 3D.

Com as mudanças, os estúdios poderão enviar os filmes aos cinemas por via digital, poupando bilhões de dólares em custos de impressão e transporte de cópias. Uma vez equipados com os projetores digitais, os cinemas poderão acrescentar os equipamentos para 3D.

Hollywood e os cinemas acreditam que o 3D vai não apenas levar ao aumento do público dos cinemas, mas também possibilitar a cobrança de ingressos mais caros.
fonte:http://www.abril.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Niver da Zeta Jones

Catherine Zeta Jones completa hoje 39 aninhos de puro carisma e simpatia,
Parabéns linda!
25/09/2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Catherine Zeta-Jones e Carla Bruni se destacam em evento



A atriz Catherine Zeta-Jones estava com um generoso decote, junto do marido Michael Douglas, no jantar de premiação da "Elie Wiesel Foundation For Humanity" nesta segunda, 22, em Nova York. A produção da atriz tem motivo. Carla Bruni, a primeira-dama estilosa da França, estava lá. Enquanto Catherine apostou no longo roxo, Carla optou pelo azul royal comportado, mas igualmente elegante. As duas conversaram durante boa parte da noite

FONTE:EGO

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ator Michael Douglas fará viciado em sexo no cinema



LOS ANGELES - O ator Michael Douglas aceitou interpretar o papel de um magnata do setor automobilístico com a libido descontrolada no cinema, de acordo com a revista Variety.
A resposta positiva de Douglas para fazer o personagem chega a ser irônica, já que o ator de 64 anos teria, no início dos anos 90, se viciado em sexo e passado por uma reabilitação.
Na época Michael protagonizou dois filmes onde contracenava em cenas quentes de sexo com duas musas do cinema: em Instinto Selvagem, Douglas contracena com Sharon Stone e em Assédio Sexual com Demi Moore.
No novo filme, chamado Solitary Man (Homem Solitário, em português), Douglas será um homem que vê sua carreira e o casamento serem destruídos por conta dos seus negócios e casos românticos.
Na vida real, o artista viveu uma situação parecida. A primeira mulher dele, Diandra Douglas, afirmou que o deixou por estar cansada do jeito mulherengo do ator e pelo fato de ele estar ausente na criação do filho do casal, Cameron.
Michael Douglas é casado atualmente com a atriz Catherine Zeta-Jones, por quem se interessou ao ver A Máscara do Zorro. O casal tem dois filhos: Dylan Michael Douglas, 8 anos, e Carys Zeta Douglas, 5 anos.
O filme Solitary Man terá no elenco os atores Susan Sarandon, Danny DeVito e Jenna Fischer e será dirigido por Brian Koppelman e David Levien.
fonte:Jb online

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mamma Mia! lidera bilheterias nos cines brasileiros

O musical só com canções do Abba "Mamma Mia!" liderou as bilheterias nos cinemas brasileiros no último final de semana. Segundo o boletim da empresa Filme B, o longa estrelado por Meryl Streep (veja o trailer) arrecadou R$ 1,3 milhão entre sexta-feira e domingo.Já "Ensaio sobre a Cegueira", do diretor brasileiro Fernando Meirelles, ficou com a segunda posição no ranking dos filmes mais vistos. Baseado na obra do escritor português José Saramago, o longa faturou R$ 1,2 milhão nos cinemas do país.
Estrelado por Nicolas Cage, o filme de ação "Perigo em Bangkok" garantiu a terceira posição na lista, com R$ 916 mil. Já "Hellboy II - o Exército Dourado" - primeiro lugar na semana anterior - caiu para a quarta posição, arrecadando R$ 754 mil.
A quinta posição ficou com o longa "O Procurado", com Angelina Jolie, seguido por "Caçadores de Dragões". O ranking dos dez filmes mais vistos é completado por: "Zohan - o Agente Bom de Corte", "Bezerra de Menezes", "A Múmia - Tumba do Imperador Dragão" e "Linha de Passe".
fonte: JC ONLINE

domingo, 14 de setembro de 2008

Michael Douglas será dirigido por Soderbergh em cinebiografia

ator Michael Douglas interpretará o pianista e showman Liberace - conhecido por seus gestos e roupas extravagantes ao entreter o público principalmente nos anos 50 - nas telonas, informou a Variety. O longa será dirigido por Steven Soderbergh (O Segredo de Berlim) e Matt Damon (Os Infiltrados) poderá fazer parte do elenco. O roteirista de O Encantador de Cavalos (1998), Richard LaGravanese, já está escrevendo o script e Jerry Weintraub será o produtor do longa. O diretor negocia com Damon o papel de Scott Thorson, que processou Liberace em 1982, exigindo o valor de US$ 113 milhões de indenização, alegando que foi companheiro do pianista por cinco anos. Liberace nunca assumiu sua homossexualidade e costumava processar os jornalistas que falassem sobre sua opção sexual.O pianista, apresentador, cantor e dançarino Wladziu Valentino Liberace nasceu em Wisconsin em 1919 e morreu em 1987 em decorrência da AIDS, aos 67 anos.
fonte:cineclick

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

MinC divulga lista de filmes para seleção ao Oscar 2009

O Ministério da Cultura divulgou hoje a lista de 14 filmes candidatos a representar o Brasil na disputa pelas indicações de Melhor Filme em Língua Estrangeira na 81ª Premiação Anual promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences - Oscar 2009. O prazo para as inscrições foi encerrado ontem. O título da produção nacional escolhida será divulgado no dia 16 de setembro, no Rio de Janeiro. A cerimônia de entrega do Oscar acontecerá no mês de fevereiro.Os filmes serão analisadoss por uma comissão que indicará o longa brasileiro para concorrer à seleção internacional, composta por seis profissionais da área audiovisual - Antonio Alfredo Torres Bandeira, Cleber Eduardo Miranda dos Santos, Silvia Maria Sachs Rabello, Maria Dora Genis Mourão, Giba Assis Brasil e Paulo Sérgio Almeida - e presidida pelo secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, Silvio Da-Rin.Os filmes que disputam a indicação são: A Casa de Alice, de Chico Teixera; A Via Láctea, dirigido por Lina Chamie; Chega de Saudade, dirigido por Laís Bodanski; Era Uma Vez, de Breno Silveira; Estômago, de Marcos Jorge; Meu nome não é Johnny, de Mauro Lima; Mutum, dirigido por Sandra Kogut; Nossa vida não cabe num Opala, de Reinaldo Pinheiro; Olho de Boi, de Hermano Penna; Onde andará Dulce Veiga?, dirigido por Guilherme de Almeida Prado; O Passado, de Hector Babenco; Os Desafinados, dirigido por Walter Lima Júnior; O Signo da Cidade, de Carlos Alberto Riccelli; e Última Parada 174, de Bruno Barreto. As informações foram divulgadas no site do MinC.
fonte:http://www.atarde.com.br/

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Zac Efron diz que adoraria atuar no remake de "Grease"



O ator Zac Efron (do ainda inédito “Seventeen Again”) revelou em uma entrevista à revista Details que adoraria atuar na refilmagem do musical “Grease – Nos Tempos da Brilhantina”. Ele disse que seria um sonho interpretar o personagem Danny Zuko, vivido por John Travolta (“Violação de Conduta”) no filme original. No entanto, Efron tem uma condição para se candidatar ao papel. “Sem o consentimento dele (Travolta), eu jamais tentaria o papel. Já notei que a vontade de fazer longas do gênero aumentou, e isso é maravilhoso. Muita coisa está por vir”, contou o astro. O ator, que ficou conhecido pelos musicais “High School Musical” e “Hairspray - Em Busca da Fama”, admitiu que adora atuar nesse gênero de filme e que está aberto a novos trabalhos na área. “Quem quiser fazer um musical, pode me chamar que eu topo. É um trabalho muito divertido”, completou. Já foi divulgado que o remake do musical dos anos 70 provavelmente terá no elenco as atrizes Michelle Pfeiffer (“Stardust: O Mistério da Estrela”) e a cantora Jessica Simpson (“O Guru do Amor”), no papel de Sandy, originalmente interpretado pela atriz australiana Olivia Newton-John (“Xanadu”). Recentemente, Efron acabou de filmar o drama “Me and Orson Welles” ao lado da atriz Claire Danes (“A Garota da Vitrine”) em que interpreta um ator da peça “Júlio Cesar”, que foi dirigida por Orson Welles. O filme é dirigido por Richard Linklater (“O Homem Duplo”).

fonte> cinema com rapadura

terça-feira, 2 de setembro de 2008

FILME SOBRE ÍNDIOS BRASILEIROS EMOCIONA EM VENEZA

VENEZA, 1 SET (ANSA) - Parte do elenco de "Birdwatchers - A terra dos homens vermelhos", produção ítalo-brasileira que conta com participação do ator Matheus Nachtergaele e de mais de 200 índios brasileiros, foi às lágrimas nesta segunda-feira durante a coletiva de imprensa para a apresentação do filme que concorre ao Leão de Ouro do Festival de Cinema de Veneza. As lágrimas e a comoção vieram sobretudo de uma das índias protagonistas, Eliane Juca da Silva, que desabafou: "estou comovida, mas a minha presença aqui é uma grande esperança. Não quero julgá-los, mas não temos mais floresta e precisamos caçar e pescar e não há mais nada, não há mais rios, não há mais florestas. E não há nem mesmo oportunidade para os jovens. Somos seres humanos como vocês, utilizamos as mesmas roupas que vocês. Nossos chefes religiosos não podem nem mesmo pregar. Os fazendeiros nos julgam invasores, mas nós queremos apenas a nossa terra". O filme, rodado em parte no Mato Grosso do Sul, narra o embate violento entre os fazendeiros e os índios que reclamam suas terras. Os primeiros possuem campos de cultivo de plantas transgênicas e passam as noites na companhia dos turistas que vão à região para observar os pássaros. Enquanto isso, nos limites de suas propriedades os índios vivem todos os problemas de uma integração aparentemente impossível. Problemas estes que levam muitos dos jovens ao suicídio. Em um certo ponto do filme um grupo de índios Guarani-Kaiowa, guiados por Nadio (Ambrosio Vilhalva), acampa no limite de uma propriedade para reivindicar sua terra, no começo timidamente e depois com força. Durante a coletiva de imprensa, Vilhalva, o verdadeiro inspirador do filme do diretor italiano Marco Bechis, comentou: "os Brasileiros conseguem nos ver apenas através de nossos suicídios. O índio não tem nenhum direito e quando descobre isso é levado a se suicidar. Estes suicídios falam, não há justiça". "Conhecia um garoto de 19 anos que queria se matar porque esperava um filho e não sabia como fazer. Eu lhe dizia para combater, para esperar, mas ele no final acabou se suicidando mesmo", continuou Vilhalva. Já o diretor Bechis, ao final da aplaudida projeção para imprensa de hoje, comentou: "não houve a necessidade de inventar coisas, bastou eu encontrar Ambrosio Vilhalva e falar de sua história. Sou cético que alguma coisa possa realmente mudar no Brasil para os índios. A potência econômica da agricultura é muito forte. Bastaria dar somente 20% das florestas aos índios para mudar as coisas. Mas não acredito que isso irá ocorrer jamais". (ANSA)

fonte: ansa

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Irmãos Coen lançam filme com desfile de famosos em Veneza


VENEZA - E não é que as primeiras cenas do Festival de Veneza mostram o mais conhecido cartão postal de São Paulo - a própria Avenida Paulista? Elas estão na abertura e no fechamento do curta-metragem de Manoel de Oliveira Do Visível ao Invisível, que tem o diretor da Mostra de São Paulo, Leon Cakoff, como um dos protagonistas. O outro é o português Ricardo Trepa. Com bom humor e ironia, Leon e Ricardo se encontram em pleno burburinho da Paulista e tentam conversar, mas são a toda hora interrompidos por seus celulares. Manoel, na jovialidade dos seus 100 anos completados em julho, enfrenta assim, sem angústia aparente, esse antigo tema da incomunicabilidade humana, agravado pelas novas tecnologias que, ironicamente, se dizem voltadas à comunicação.

Do Visível ao Invisível precedeu a estréia mundial do novo longa-metragem dos irmãos Coen, Burn After Reading, alguma coisa como Queime depois de Ler, que passa em Veneza fora de concurso. Os Coen desembarcaram no Lido com a trupe toda e, levando-se em conta os nomes do elenco, pode-se imaginar o tititi causado: George Clooney, Brad Pitt, Frances McDormand e Tilda Swinton. Só faltou John Malkovich na turma.

Como costuma acontecer quando celebridades de Hollywood estão envolvidas, a coletiva de imprensa virou circo. Elenco e diretores já chegam com a disposição de não se levarem a sério, desencorajando qualquer pergunta mais profunda, e descartando qualquer tentativa nesse sentido com gracinhas e ironias. Não vieram mesmo para discutir o filme. E assim encorajam o que de qualquer forma iria acontecer - cenas explícitas do que, pudicamente, poderíamos chamar de jornalismo-espetáculo ou reportagem-piada. Não faltaram perguntas a Pitt sobre a saúde dos gêmeos que teve com Angelina Jolie. Uma repórter de TV espanhola veio vestida de maneira, digamos, esportiva, como se fosse praticar jogging em pleno Cassino do Lido. Aproveitou-se de que na história o personagem de Clooney gosta de manter a forma dessa maneira e perguntou ao ator se ele gostaria de correr atrás dela. Clooney respondeu, na bucha: "Eu correria de você, e não atrás de você." Houve contribuições semelhantes por parte de outros "profissionais" da imprensa, mas é melhor deixar para lá.

E quanto ao filme? Bem, Burn After Reading parece um divertimento após o que parece ter sido o extenuante Onde os Fracos Não Têm Vez, baseado no dark Cormac McCarthy. Acontece que, com os Coen, há sempre alguma coisa a mais que vem abaixo da superfície. Muito mais, falando nisso. Em aparência, o filme é uma comédia de humor negro, uma comédia de equívocos em que uma trapalhada leva a outra e assim sucessivamente, até chegar a conseqüências trágicas. Bem visto e pesado, é um comentário tanto ácido quanto irônico da contemporaneidade norte-americana, e sua relação com a herança da Guerra Fria. Na parte aproveitável da entrevista, os Coen desmentiram qualquer implicação política da história, mas é óbvio, para quem consegue ver, que ela comenta algo do tipo: "O que vamos fazer com o nosso passado?" Nas vésperas de uma eleição decisiva, é, de fato, a pergunta a ser feita.

Na história, Malkovich é Osborne Cox, agente da CIA demitido por alcoolismo crônico. Clooney é um agente federal e Pitt, um personal trainer que trabalha em uma academia. Frances McDormand é gerente dessa academia, e Tilda Swinton, a esposa do ex-agente da CIA. Meio por rancor, meio por tédio, Cox resolve escrever suas memórias e grava o texto em um CD. Sua mulher, que o está traindo, rouba o CD e o esquece na academia. A personagem de McDormand precisa de dinheiro para pagar uma série de cirurgias plásticas que acredita necessitar para sua carreira e assim a coisa vai. As histórias se cruzam, mas não da maneira que se tornou habitual. Há sutilezas no modo como os Coen costuram seus comentários sobre temas como a obsolescência de uma agência de inteligência, a obsessão moderna pelo culto físico, o sexo pela internet e outras delicadezas da vida contemporânea. O filme é brilhante, e realizado com a habitual fluidez. Passa num respiro. Dá vontade de ver de novo.

Para algumas dezenas de privilegiados, o festival começou na véspera, com a exibição em praça pública de A Lenda do Santo Beberrão, de Ermano Olmi, filme que venceu o Leão de Ouro há exatos 20 anos. A projeção se deu no Campo de San Polo, onde foi montado telão para receber as imagens da cópia restaurada pelo Centro Sperimentale di Roma, a Cinemateca italiana onde tantos brasileiros estudaram nos tempos do Cinema Novo, como Paulo César Saraceni e Joaquim Pedro de Andrade.

Antes da sessão, houve coquetel e jantar num dos magníficos palácios venezianos situados no Canal Grande - o Palazzo Quirini Dubois. O Estado esteve presente e testemunhou a conversa de Ermano Olmi com Manoel de Oliveira. Aliás, serviu de intérprete entre os dois. Oliveira, entre outras coisas, se queixou de que o espectador não mais enfrenta os desafios de inteligência que o bom cinema propõe. E está voltando no tempo. Ao que Olmi respondeu que seria bom se assim fosse, pois, voltando na história talvez regressasse à civilização grega, ao Partenon e outras maravilhas, e não é isso que se anuncia. O que se vê é um avanço contínuo, e em direção à barbárie. "Tanto assim que as multinacionais estão comprando terras por todo o planeta, tentando estocar riquezas para usufruir mais adiante", disse.

Olmi acha que os desafios do presente são tão grandes que não deseja mais filmar ficção, mas apenas documentários. "Quero voltar às coisas mesmas, hoje tão sobrecarregadas de significações que não mais as vemos". É claro que este é um ideal de pureza por parte de um cineasta profundamente impregnado da doutrina cristã. Não talvez de um cristianismo doutrinário, mas rigorosamente ético. Por isso o desalento com o mundo atual, com a celebração da falência ética e da moral dos espertos. De certa forma, o filme que foi visto no Campo de San Polo já aponta para esse tipo de preocupação. Rutger Hauer faz o mendigo alcoólatra que contrai uma dívida impagável com Santa Tereza. Ele precisa doar 200 francos à igreja, mas algo sempre o desvia num momento ou no outro - um amigo de juventude, uma mulher tentadora, etc. Não deixa de ser também uma parábola sobre o pecado original e a falha trágica do homem, sempre dividido entre seu desejo e a vontade. São imagens marcantes deste filme, agora restituído em cópia impecável. Vê-lo, tendo ao lado a arquitetura veneziana e acima um céu estrelado, é experiência que não se esquece.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Festival de Veneza 2008 começa com novo filme dos irmãos Coen



O 65º Festival de Veneza começa nesta quarta-feira (27) com um dos filmes mais aguardados do ano: "Queime Depois de Ler”, nova produção dos oscarizados Irmãos Coen (de “Onde os Fracos Não Têm Vez”), estrelada por Brad Pitt e George Clooney. “Queime Depois de Ler" não concorre ao Leão de Ouro, prêmio principal do festival, que segue até 6 de setembro. Outros 21 filmes estão na competição, entre eles “BirdWatchers”, co-produção Brasil-Itália, com Matheus Nachtergaele no elenco, e “Plastic City”, filmado em São Paulo com participação de produtores brasileiros, chineses e japoneses. A jovem atriz gaúcha Tainá Muller (de "Cão Sem Dono"), 26 anos, estrela o filme e concorre ao prêmio de melhor atriz no Festival.Outros longas brasileiros que vão ao Festival são “Encarnação do Demônio” (último episódio da trilogia de Zé do Caixão), de José Mojica Marins e “A Erva do Rato”, de Júlio Bressane, que passam fora de competição. Conheça cinco filmes para prestar atenção no Festival.O júri oficial será presidido pelo cineasta alemão Wim Wenders, que dirigiu clássicos como "Paris, Texas" e "Asas do Desejo". A diretora argentina Lucrecia Martel e o chinês Johnnie To também serão jurados na competição.A mostra homenageará o cineasta egípcio Yussef Chahine, falecido em julho deste ano. Algumas estrelas como Brad Pitt e George Clooney já chegaram para o festival e posaram para os fotógrafos.
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fonte:

http://www.abril.com.br/

ohh my god, queria estar nesse festival, mas se Deus quizer um dia estarei!!

PS: o George eh tudo não adianta ;)

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Julianne Moore promove filme no Brasil e diz que faz tudo por diretor

SÃO PAULO - A atriz Julianne Moore, 47 anos, está no Brasil para promover o filme Ensaio sobre a Cegueira, adaptação de Fernando Meirelles do romance de José Saramago para as telonas. Bem-humorada e risonha, a estrela concedeu uma entrevista a jornalistas na tarde desta segunda-feira, no hotel internacional Grand Hyatt, em São Paulo.
- Eu estava tão interessada em Fernando pelos filmes que eu vi que faria tudo por ele, qualquer coisa que ele me pedisse - disse, adiantando que dorou o resultado final da película.
- Não tinha nada que eu tiraria ou colocaria - garante.
Apesar da euforia em torno de sua presença, Julianne Moore mostrou-se acostumada com o carinho do povo brasileiro. Pudera. No ano passado, ela esteve em São Paulo para rodar as externas do longa-metragem e foi perseguida pelos curiosos por onde passava.
O assédio não a afastou daqui, pelo contrário. Ela está no País há alguns dias, onde passou as férias com os filhos - Caleb, 10, e Liv, 6 - na Amazônia.
- Estou muito empolgada por ter voltado. Gostei tanto do Brasil da última vez, que tive que trazer meus filhos comigo - adiciona.
No tempo em que passou aqui rodando Ensaio sobre a Cegueira, porém, Julianne absorveu pouco do caos da capital paulistana - o trânsito e as diferenças sociais. Ela estava "trancafiada" na fábula de Saramago - que aborda um tipo de caos muito mais dramático em proporções. Embora tenha andado pelo centro e até à beira do rio Pinheiros, com o mal-cheiro característico do local, teve todo o movimento natural da cidade fechado especialmente para a produção.
Quem assistir ao filme se assustará com o modo como São Paulo é mostrada: destruída, decadente e suja. A arquitetura antiga do centro ajudou nessa composição realista. A personagem de Julianne, sem nome como todos os personagens do filme, é parte deste cenário, a única capaz de enxergar (visualmente) o que os humanos, atacados por uma epidemia de cegueira, se tornaram.
Protagonista absoluta da produção, a atriz se desfez de certas vaidades. A pedido do diretor, engordou e cortou o cabelo, mas não quis se desfazer das madeixas naturais, loiras.
- Eu disse para o Fernando (Meirelles) que seria bom se minha personagem fosse loira e ele vetou porque queria que meus cabelos estivessem da cor natural. O que ele não sabia é que meus cabelos são loiros naturais.
O diretor aceitou o visual loiro, o que deu um plus ao filme. A fotografia, branca e cheia de transparências, ajudou a personagem a parecer mais angelical. Na tela, a atriz aparece por vezes feia, sem maquiagem, com o olhar cansado, e em outras friamente ingênua, sorridente.
- Quando se constrói uma personagem, normalmente a gente pensa em como vai montá-la. Com esse filme, a idéia era justamente não saber como ela reagiria naquela situação. Assim como o público, eu não tinha idéia onde aquilo ia chegar - conta Julianne.
A relação com a equipe parece ter sido satisfatória. Nos intervalos das filmagens, seus dois filhos brincaram muito com Kiko, filho de Meirelles, e Mitchell Nye, um dos meninos presentes no elenco.
- Sabíamos que o filme teria um tom obscuro, mas nem as sete semanas de filmagem fizeram a gente absorver isso. Nos demos muito bem, era um clima de amizade muito grande - explica a atriz.
A brasileira Alice Braga, que também está no elenco, disse que as cenas finais do longa mostravam exatamente aquilo que os atores estavam sentindo.
- Éramos uma família naquele momento, tínhamos intimidade - relembra.
A situação caótica do filme também garantiu uns pontos na carreira de Julianne, segundo ela, que tem em seu currículo projetos elogiados como As Horas e Filhos da Esperança. Garantindo que o romance de Saramago não é inverossímil, a atriz ousa até mesmo fazer alusões políticas em relação à obra.
- Em uma situação como essa, temos o instinto de fazer qualquer coisa. Inicialmente, as pessoas acreditam no governo, que saberia resolver o problema, mas a história comprova que tudo acaba em guerra - garante.
- Parece que no caos anunciado, algum tipo de herói, como o Bruce Willis, vai chegar e resolver a situação. As pessoas pensam: 'se ela é capaz de enxergar, porque não toma a frente da situação?'. Mas eu não sou o Batman - compara ela.
Ensaio sobre a Cegueira estréia nos cinemas brasileiros no dia 12 de setembro
FONTE: JB ONLINE
nossa quero trabalhar um dia com esse diretor, realmente Meirelles é excelente.

Kids: Madonna e Guy Ritchie farão filme para crianças

Há muito tempo Madonna e Guy Ritchie escreveram um script para um filme infantil e agora eles querem filmá-lo.- Se você tem crianças, você acaba assistindo um monte de filmes infantis e freqüentemente acha alguns desses infinitamente mais sofisticados do que os de adulto, comentou o diretor de cinema que elogiou os desenhos Os Incríveis e Ratatouille. Segundo o marido da Rainha Pop, tal gênero tem mais apelo do que outros tipos de longa e atinge todo o tipo de público.- Eles [produções infantis] são filmes para todos e é assim que bons filmes devem ser.

fonte:http://estrelando.uol.com.br/

Kids: Madonna e Guy Ritchie farão filme para crianças

Há muito tempo Madonna e Guy Ritchie escreveram um script para um filme infantil e agora eles querem filmá-lo.- Se você tem crianças, você acaba assistindo um monte de filmes infantis e freqüentemente acha alguns desses infinitamente mais sofisticados do que os de adulto, comentou o diretor de cinema que elogiou os desenhos Os Incríveis e Ratatouille. Segundo o marido da Rainha Pop, tal gênero tem mais apelo do que outros tipos de longa e atinge todo o tipo de público.- Eles [produções infantis] são filmes para todos e é assim que bons filmes devem ser.

fonte:http://estrelando.uol.com.br/